sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Dia Internacional do Deficiente Físico

O dia internacional das pessoas com deficiência é promovido pelas Nações Unidas desde 1998, com o objetivo de fomentar uma maior compreensão dos assuntos que dizem respeito à deficiência e para mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e o bem estar das pessoas. 
Pretende aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspecto da vida política, social, económica e cultural. Assembleia Geral da ONU em 1982.

Deficiência é um conceito definido pela Organização Mundial de Saúde e é usado para definir a ausência ou a disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatómica. 
A expressão pessoa com deficiência pode ser aplicada referindo-se a qualquer pessoa que possua uma deficiência. Contudo, o termo deficiente para denominar pessoas com deficiência tem sido considerado inadequado, pois o termo leva consigo uma carga negativa depreciativa da pessoa. Atualmente a palavra é considerada como inapropriada, e que promove o preconceito em vez do respeito ao valor integral da pessoa.
 
A pessoa com deficiência geralmente precisa de atendimento especializado, seja para fins terapêuticos, como fisioterapia ou estimulação motora, seja para que possa aprender a lidar com a deficiência e a desenvolver as potencialidades. 
A Educação Especial tem sido uma das áreas em que se têm desenvolvido estudos científicos para melhor atender estas pessoas. No entanto, a educação regular passou a ocupar-se também do atendimento de pessoas com necessidades educativas especiais, o que inclui pessoas com deficiência, além das necessidades comportamentais, emocionais ou sociais.
 
Desde a Declaração de Salamanca, surgiu o termo necessidades educativas especiais, que veio a substituir o termo criança especial, anteriormente utilizado em educação para designar a criança com deficiência. Porém, este novo termo não se refere apenas à pessoa com deficiência, pois engloba toda e qualquer necessidade considerada atípica e que demande algum tipo de abordagem específica por parte das instituições, seja de ordem comportamental, seja social, física, emocional ou familiar.

A atividade de hoje também é relativa ao Natal. Desta vez temos um labirinto, para descobrires o caminho que o Pai Natal terá de fazer até chegar aos presentes. Podes acessar ao labirinto aqui.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Compartilhe o que não tem preço!!!

 
Mais um ano finaliza.

“Enquanto isso, a humanidade continua pretendendo ser feliz. E talvez não haja nada mais legítimo que isso. A Felicidade que a humanidade, confusamente, procura não está em nenhum lugar específico, nem relacionada a nenhum ato em especial.” A Felicidade é uma conquista que se faz todos os dias, em todos os momentos, em cada pequena e grande atitude.”

A Felicidade está principalmente na solidariedade.

O Blog Educa Já esta apadrinhando o Projeto Oficinas Ludo-pedagógicas e culturais que integra o PROJETO COMPARTILHE O QUE NÃO TEM PREÇO- Que tem como objetivo envolver as pessoas no incentivo de crianças e jovens de todo o Brasil, para realizarem sonhos, superarem desafios e ganharem a esperança de um futuro melhor. Para isso, a MasterCard se uniu à ONG Visão Mundial e decidiu apoiar sete projetos nas áreas de esporte, cultura e educação, tecnologia e economia solidária.

O objetivo maior do Projeto é ajudar 450 crianças da Paraíba, Rio de Janeiro e Vale do Jequitinhonha.
   
Todos nós podemos e devemos nos solidarizar com essas crianças. Para ajuda-las precisamos fazer muito pouco. Basta só que doemos uma palavra e votemos. Só isso, simples assim... Para nós pode parecer insignificante, mas estaremos contribuindo para que esse Projeto seja eleito e essas crianças beneficiadas.

Se o Projeto: Oficinas Ludo-pedagógicas e culturais for eleito e será se você que leu esse post contribuir, estaremos fazendo a alegria dessas 450 crianças da Paraíba, Rio de Janeiro e Vale do Jequitinhonha que ganharão tudo isso:

Espaços lúdico-pedagógicos que estimulam a autonomia, raciocínio e sociabilidade de crianças menores de 6 anos.
  
Material:
•       Brinquedos
•       Jogos Educativos
•       03 Televisões e DVD’s
•       Livros infantis e de literatura
•       Mesas e cadeiras
•       03 Armários
•       06 Prateleiras
•       03 Aparelhos de ar condicionado
•       03 Materiais de teatro (figurinos, maquiagens, tablados, etc.)

E então, quer ajudar a realizar esse Sonho Que Não Tem Preço?????

Para VOTAR e DOAR PALAVRAS clique AQUI vá para a página Oficinas Ludo Pedagógicas e Culturais e clique em PARTICIPE. Então irá abrir uma janela igual esta que está abaixo. Escolha o “Oficinas Culturais”. Em seguida preencha com o seu nome e doe uma palavra e depois é só clicar em OK.

Sim, é isto mesmo, não precisa doar dinheiro apenas PALAVRAS e votos. Quanto mais tiver, mais rápido o Projeto é eleito.

Você pode doar quantas palavras quiser e compartilhar o seu gesto em suas redes sociais.

domingo, 28 de novembro de 2010

Educar é contar histórias


"Bons professores eletrizam seus alunos com narrativas interessantes ou curiosas, carregando nas costas as lições que querem ensinar"
De que servem todos os conhecimentos do mundo, se não somos capazes de transmiti-los aos nossos alunos? A ciência e a arte de ensinar são ingredientes críticos no ensino, constituindo-se em processos chamados de pedagogia ou didática. Mas esses nomes ficaram poluídos por ideologias e ruídos semânticos. Perguntemos quem foram os grandes educadores da história. A maioria dos nomes decantados pelos nossos gurus faz apenas "pedagogia de astronauta". Do espaço sideral, apontam seus telescópios para a sala de aula. Pouco enxergam, pouco ensinam que sirva aqui na terra.
Tenho meus candidatos. Chamam-se Jesus Cristo e Walt Disney. Eles pareciam saber que educar é contar histórias. Esse é o verdadeiro ensino contextualizado, que galvaniza o imaginário dos discípulos fazendo-os viver o enredo e prestar atenção às palavras da narrativa. Dentro da história, suavemente, enleiam-se as mensagens. Jesus e seus discípulos mudaram as crenças de meio mundo. Narraram parábolas que culminavam com uma mensagem moral ou de fé. Walt Disney foi o maior contador de histórias do século XX. Inovou em todos os azimutes. Inventou o desenho animado, deu vida às histórias em quadrinhos, fez filmes de aventura e criou os parques temáticos, com seus autômatos e simulações digitais. Em tudo enfiava uma mensagem. Não precisamos concordar com elas (e, aliás, tendemos a não concordar). Mas precisamos aprender as suas técnicas de narrativa.
Há alguns anos, professores americanos de inglês se reuniram para carpir as suas mágoas: apesar dos esplêndidos livros disponíveis, os alunos se recusavam a ler. Poucas semanas depois, foi lançado um dos volumes de Harry Potter, vendendo 9 milhões de exemplares, 24 horas após o lançamento! Se os alunos leem J.K. Rowling e não gostam de outros, é porque estes são chatos. Em um gesto de realismo, muitos professores passaram a usar Harry Potter para ensinar até física. De fato, educar é contar histórias. Bons professores estão sempre eletrizando seus alunos com narrativas interessantes ou curiosas, carregando nas costas as lições que querem ensinar. É preciso ignorar as teorias intergalácticas dos "pedagogos astronautas" e aprender com Jesus, Esopo, Disney, Monteiro Lobato e J.K. Row-ling. Eles é que sabem.
Poucos estudantes absorvem as abstrações, quando apresentadas a sangue-frio: "Seja X a largura de um retângulo...". De fato, não se aprende matemática sem contextualização em exemplos concretos. Mas o professor pode entrar na sala de aula e propor a seus alunos: "Vamos construir um novo quadro-negro. De quantos metros quadrados de compensado precisaremos? E de quantos metros lineares de moldura?". Aí está a narrativa para ensinar áreas e perímetros. Abundante pesquisa mostra que a maioria dos alunos só aprende quando o assunto é contextualizado. Quando falamos em analogias e metáforas, estamos explorando o mesmo filão. Histórias e casos reais ou imaginários podem ser usados na aula. Para quem vê uma equação pela primeira vez, compará-la a uma gangorra pode ser a melhor porta de entrada. Encontrando pela primeira vez a eletricidade, podemos falar de um cano com água. A pressão da coluna de água é a voltagem. O diâmetro do cano ilustra a amperagem, pois em um cano "grosso" flui mais água. Aprendidos esses conceitos básicos, tais analogias podem ser abandonadas.
É preciso garimpar as boas narrativas que permitam empacotar habilmente a mensagem. Um dos maiores absurdos da doutrina pedagógica vigente é mandar o professor "construir sua própria aula", em vez de selecionar as ideias que deram certo alhures. É irrealista e injusto querer que o professor seja um autor como Monteiro Lobato ou J.K. Rowling. É preciso oferecer a ele as melhores ferramentas – até que apareçam outras mais eficazes. Melhor ainda é fornecer isso tudo já articulado e sequenciado. Plágio? Lembremo-nos do que disse Picasso: "O bom artista copia, o grande artista rouba ideias". Se um dos maiores pintores do século XX achava isso, por que os professores não podem copiar? Preparar aulas é buscar as boas narrativas, exemplos e exercícios interessantes, reinterpretando e ajustando (é aí que entra a criatividade). Se "colando" dos melhores materiais disponíveis ele conseguir fazer brilhar os olhinhos de seus alunos, já merecerá todos os aplausos.
Claudio de Moura Castro é economista
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